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Lei das Finanças Regionais? Não, Lei da Desregulação Orçamental


Ligo a televisão e a primeira coisa que vejo, é, como todos já devem calcular a (s) noticia (s) sobre a proposta de lei das finanças regionais. Há uma semana atrás, não se falava de outra coisa que não “Haiti”. Agora, simplesmente voltou a ser como era antes, ignorado!
Mas voltando ao assunto que está a marcar a actualidade (o das finanças regionais), há uma personagem que me desperta alguma curiosidade… Sua Excelência, o Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim. Diz-vos alguma coisa esse senhor? Pois a mim, diz-me muito. O “Ditador”, como por muitos é conhecido, gasta milhares de milhões de euros em fogo-de-artifício e festarolas provincianas para estrangeiros e agora vem reclamar o seu dinheirinho equiparando um arquipélago de duas ilhas a um de nove ilhas. Ora Senhor Alberto João, os Açores têm 7 aeroportos, 2 aeródromos e mais de 9 portos. A Madeira, nem um quinto tem! Como se não bastasse, o “governo” (sim, porque agora a oposição é que é governo) é obrigado a ceder e lá vão quase mais 50 milhões para o fogo-de-artifício da próxima passagem de ano, ou melhor, para o Carnaval que já se está a aproximar e que nos regala a vista com a figura de bobo da corte que o excelentíssimo Jardim a todos já nos acostumou.
Agora resta-nos a todos, portugueses, esperar que o desfecho não seja o pior: a demissão do Governo. Portugal já tem crise para dar e vender. Mais não, obrigado. 

1 comentários:

Ana disse...

Quando o Ministro das Finanças deu o veredicto final sobre a Lei das Finanças Regionais, ou como tu dizes, Lei da Desregulação Orçamental, todo um aparato se montou com um jornalista esbaforido e uma notícia de última hora, esse cliché a que a TV( I ) nos habituou. Teixeira dos Santos, disse, então, depois de muito rodeio e paleio, que a L.F.R. ia em frente. Refastelada no meu sofá, à espera do Dia do Juízo Final Governamental e das pipocas que fiz mal ouvi dizer 'Notícia de Última Hora', pra acompanhar, dentro de mim havia uma crescente sensação de espectadora de um circo romano que ao ver o sangue derramado, primeiro fica horrorizada; depois faz disso um hobbie. Por isso é que a crise já não me assusta e rio-me com as discussões do canal do Parlamento, porque são todas iguais, esfolam-se vivos, e a seguir comem um belo almocinho pago pelos portugueses. Depois há crise.
Já me estou a desviar muito do assunto.
Como dizia, olhava para o televisor, expectante que da boca deste senhor saísse uma expressão tal como "Demito-me do meu cargo de Ministro das Finanças" ou, 'portuguesmente falando', "meus amigos, tenho muita pena, mas a coisa está a ficar negra, e 'tá na hora de cavar". Infelizmente, o Dia Do Juízo Final Governamental foi adiado. Mas que esse dia vai chegar, vai. Quiçá uma vontade de rebelião tomará conta dos portugueses e correrão os actuais Ministros, Presidente da República e Primeiro-Ministro à sapatada de Portugal. Ainda vou viver para ver isso.

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